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Repiquete é o fantasma que assusta todo pescador esportivo, principalmente na região amazônica. Entende-se como repiquete, todo aumento repentino no nível das águas de um determinado rio.

Este assustador fenômeno está cada vez mais frequente nas últimas duas décadas, devido as alterações climáticas globais.

Vamos tentar analisar como ocorre este fenômeno na região do rio Negro – AM, bacia hidrográfica. É uma região de interesse, possui milhares de pescadores de Tucunaré e tem potencial de encontrar os grandes Açús.

Rio Negro – AM
Rio Negro – AM

 

Causas

Diversos fatores influenciam diretamente nos repiquetes:

– Chuvas torrenciais nas cabeceiras dos rios;
– Chuvas nas calhas coletoras (como a Serra do Aracá e outras similares);
– Represamento dos grandes rios de escoamento (Negro, Solimões e Madeira);
– Influências sazonais do Hemisfério Norte e Hemisfério Sul na mesma bacia hidrográfica;
– Profundidade do rio.

Repiquete
Repiquete

 

Mapa de Localização

Vamos imaginar a geografia da região, onde temos o rio Negro como principal canal de escoamento. Este rio corre a jusante no sentido noroeste/sudeste, atravessando o trópico do Equador, que é a linha que separa os Hemisférios e tem afluentes que derramam suas águas nele, tanto na margem direita, quanto na esquerda. Direita: Marié, Tea, Uniuxi, Cuiuni e Caurés. Esquerda: Padauari, Itú, Aracá, Demeni e Jufaris. Então, os afluentes da margem esquerda nascem no Hemisfério Norte e os da margem direita, no Hemisfério Sul.

 

LINHA DO EQUADOR – AMAZÔNIA

 

Na divisa do Brasil com a Venezuela, existe uma cadeia de montanhas no formato de mesa. Ela se inicia na região do pico da Neblina e vai até o pico Roraima. Essa extensão de montanhas forma uma calha coletora de águas da chuva que podem, independente do volume, originar um repiquete nesses afluentes, da margem esquerda. Devido à pouca profundidade, são formados rapidamente e sessados igualmente.

Já os afluentes da margem direita, se originam no Hemisfério Sul e correm em toda a sua extensão por uma região plana. Normalmente nestes rios, os repiquetes são originados por uma quantidade de chuvas excessivas, desde a cabeceira. Por serem rios mais profundos, tendem a ser mais lentos na formação, tanto quanto na dissolução do repiquete. Esses repiquetes acontecem da cabeceira para a foz (jusante).

Outro fator muito importante, é o repiquete causado pelo represamento dos afluentes. Isso acontece quando os grandes rios como, Madeira, Solimões e o próprio Negro estão com níveis muito elevados e causam um efeito em cadeia. Por exemplo, Madeira cheio, deságua no Amazonas, que represa o Solimões, que represa o Negro e que por consequência, represa todos os seus afluentes. Esse tipo de repiquete acontece da foz para a cabeceira (montante) e pode alterar o comportamento do nível das águas durante uma temporada inteira de pesca. Sendo assim, os rios que deveriam estar secos e propícios para a pesca, simplesmente permanecem um ano inteiro sem secar.

Com referência as influências sazonais, temos o seguinte quadro: a Amazônia tem verão e inverno, onde a única diferença é calor com seca ou calor com chuvas. Como a região que estamos nos referindo se encontra com o trópico do Equador, cortando de leste a oeste, os rios que nascem no Hemisfério Norte e outros que nascem no Hemisfério Sul, desaguam no rio Negro. Nesta zona, ocorre uma mistura de climas e devido as alterações climáticas globais, essas estações não são mais tão bem definidas como eram décadas atrás. Na verdade, essa mistura climática mais o El niño e El niña, estão afetando os níveis dos afluentes, que são mais sensíveis perante um aumento nas chuvas.

Existem muitas teorias que tentam explicar o motivo pelo qual o peixe muda seu comportamento durante o repiquete. Entretanto, a que mais apresenta embasamento cientifico é a mudança do PH, facilmente compreensível pelo aumento do volume de água. Quando os rios estão secando naturalmente, a água que escoa do igapó (floresta alagada) é muita ácida. Essa acidez faz os peixes entenderem que é hora de acardumar e se acasalar. Se neste período ocorre um repiquete, isso muda o PH, tornando-o menos ácido. Sendo assim, a temperatura da água também pode mudar, alterando os extintos naturais dos peixes. Eles ficam mais letárgicos e com o metabolismo reduzido, consequentemente, param de se alimentar.

O que fazer?

Quando nos deparamos com esta situação, temos que driblar este inconveniente. Nem tudo está perdido! Vai ser muito mais difícil, porém não impossível.

Note que o que escreverei abaixo são avaliações pessoais, não de uma pesquisa científica. Após 30 anos pescando naquela região, tirei algumas conclusões próprias que acredito que possam melhorar a performance da sua pescaria nestas condições. Temos que entender que o peixe come menos, porém de uma maneira diferente.

O primeiro passo é mudarmos a apresentação das iscas.

O segundo passo é encontrar em qual camada de água ele se encontra. Para isso, usamos iscas de meia água, jigs e soft. As iscas de meia água, dependendo do tamanho da barbela, trabalham em profundidades diferentes. Já os jigs e softs, podemos determinar onde queremos que eles trabalhem, desde a subsuperfície até os níveis mais profundos.

Isca Soft
Isca Soft
Isca Jig

Também podemos procurar pontos onde ocorrem escoamento de água do rio em direção ao Igapó.  Geralmente nestes pontos se concentram forrageiros (peixes pequenos que fazem parte da cadeia alimentar do predador) e consequentemente, os predadores. Se notar que a mudança da temperatura da água foi significativa, deve procurar pontos mais profundos.

Quando encontrarmos os possíveis locais, devemos investir com as iscas recomendadas e arremessos que vão cobrindo toda a área (em leque) para que se tiver algum peixe, em algum momento a isca passe muito perto dele.

Em minha jornada, já escutei sobre usar iscas que fazem muito barulho para irritar o peixe ou mesmo para tirá-lo de dentro do mato. Na minha opinião, esta atitude não tem fundamento em condições de repiquete. Também já presenciei diversas situações como essa e vi companheiros utilizando hélices a semana inteira sem resultado, ao passo que outros que estavam trabalhando no fundo, salvaram a pescaria. Concordo em usar iscas de superfície barulhentas para tirar o peixe do mato em condições de níveis altos com água no igapó, porém sem repiquete.

 

Glaucio Gapski
Sócio Diretor da Labadee Sport Fishing e Pescador Esportivo

 

 

6 Responses
  1. ANDRÉ CELANI

    BOA TARDE
    PARABÉNS PROFESSOR GLAUCIO, É SEMPRE BOM ESCUTÁ-LO, SALVOU NOSSA PESCARIA NO CAURÉS COM ESSAS DICAS. SAUDADES DE TI AMIGO. VAMOS VER SE NOS VEMOS EM BREVE NO AM.

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